Violência no namoro? "Apresentar queixa é fundamental"

04/03/2022

Foi no passado dia 14 de fevereiro que Jimmy P lançou o novo livro, ‘O Digital é Real’, e o feedback “tem sido incrível”.

“É, de facto, um tema atual e no qual a maior parte dos jovens se consegue rever”, acrescentou. 

Uma nova obra que chega na sequência do lançamento de ‘Amar-te e Respeitar-te’, onde fala sobre a violência no namoro. 

Um projeto que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), e que é direcionado, sobretudo, aos estudantes do 3.º ciclo do ensino básico e secundário. 

Violência no namoro? A rede social é um veículo perfeito para isso

Além do livro, há também o teatro e a música, um projeto que tem como objetivo sensibilizar sobretudo os mais jovens… Como tem sido a receção?

Vai de encontro ao incrível feedback que temos recebido. Tanto num como noutro projeto adicionamos as vertentes do teatro e da música, que funciona muito bem e são duas excelentes formas de veicular a mensagem.

E o que destaca neste novo livro?

Sobretudo o foco na temática em questão e o facto de ser intuitivo para quem o aborda.

O que o levou a embarcar neste projeto? E o que mais realça nesta iniciativa?

Aquando da ponte criada entre mim e a Betweien e o desafio que me foi lançado, desde logo me revi na causa e no propósito. Depois, a partir do momento em que fui pai, tudo fez ainda mais sentido, obviamente. O facto de levarmos ‘serviço público’ aos jovens do nosso país.

Em Portugal ainda há muito caminho a percorrer no que diz respeito à prevenção da violência no namoro? Quais os principais passos para haver uma mudança?

Sim. Para uma real mudança, creio que o debater mais, e mais, e mais… Isso fará sensibilizar e despertar mais as consciências.

As redes sociais acabam por ‘contribuir’ para a violência no namoro? Acha que os jovens muitas vezes não têm noção do perigo das redes sociais? 

Acabam, claro. A rede social é um veículo perfeito para isso. Acho que, nos dias de hoje, têm. O que agrava o nível da maldade com que fazem as coisas e os objetivos que querem atingir.

Quais os comportamentos que devemos logo identificar?

O insulto fácil e gratuito e a forma viral com que essas coisas se espalham e circulam na internet/redes sociais.

Acredito que na realização desde projeto tenha conhecido alguns testemunhos… Qual o que mais lhe tocou particularmente?

Tocou-me o de uma pessoa que, infelizmente, acabou por se suicidar passado algum tempo desse episódio na sua vida. Aliás, costumo partilhar nas nossas apresentações.

Enquanto pai, como é que os pais podem ajudar os filhos?

É clichê, mas é verdade: estarem extremamente atentos aos sinais, saberem com quem eles lidam pessoal e virtualmente e educá-los para esta problemática.

Quais os ensinamentos que retira deste projeto e que conselhos pode dar às vítimas ou às futuras vítimas, agora que está mais envolvido no tema?

Que todos nós somos potenciais vítimas e potenciais agressores também. Que devemos ter essa consciencialização para que, dessa forma, estejamos mais alerta e não sejamos também cúmplices em certos comportamentos.

Conselhos, dizer que, acima de tudo, a melhor defesa é não correr certos riscos. E se passarem por algo, que procurem a ajuda de profissionais da área e apresentem queixa. Apresentar queixa é fundamental.


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