Ucrania. Russia suspende negociaçoes de paz com o Japao devido a sançoes

21/03/2022

“Nas atuais condições, o lado russo não tem intenção de continuar as negociações com o Japão sobre o tratado de paz”, pode ler-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do executivo de Moscovo.

A diplomacia russa considera impossível discutir a assinatura de um documento com um país que tenha “adotado abertamente” uma posição “pouco amistosa” com o objetivo de prejudicar os interesses desse país.

Além disso, foi tomada a decisão de deixar de emitir licenças, sem necessidade de visto, aos cidadãos japoneses que desejam visitar as ilhas Curilas, antigo território japonês.

Outras medidas contra Tóquio incluem a renúncia ao diálogo sobre a exploração conjunta dessas ilhas, sobre as quais o Japão reclama soberania.

“Toda a responsabilidade pelos danos causados à cooperação bilateral e aos interessa do Japão recai sobre Tóquio, que optou conscientemente por uma deriva antirrussa em vez do desenvolvimento de uma cooperação e vizinhança mutuamente benéfica”, pode ler-se na nota oficial.

Em 18 de março, o governo japonês anunciou sanções adicionais contra a Rússia, incluindo o congelamento de bens de mais 15 cidadãos russos, principalmente oficiais de alto nível da Defesa, e nove empresas da indústria militar, naval e aeroespacial.

Desde o início da invasão russa na Ucrânia, Tóquio impôs sanções a uma dezena de organizações e corporações russas, além de a 76 cidadãos como o Presidente russo, Vladimir Putin, assim como a 12 bielorrussos, incluindo o Presidente, Alexander Lukashenko.

No início de 2019, Putin e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, comprometeram-se a assinar o tratado de paz que está pendente desde a II Guerra Mundial.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


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