Ucrânia lança bilhetes de comboio simbólicos para regiões ocupadas

13/11/2022

Em homenagem à libertação de Kherson, os serviços ferroviários da Ucrânia colocaram à venda bilhetes de comboio para regiões ainda sob controlo russo, que poderão ser usados “imediatamente após a desocupação”.

“Já hoje pode encomendar bilhetes para os três primeiros comboios de Kyiv para cinco cidades: Kherson já desocupada, além de Mariupol, Donetsk, Lugansk e Simferopol”, revelou a Ukrzaliznytsia, numa mensagem publicada na rede social Telegram.

A entidade esclareceu ainda que “o bilhete pode ser adquirido, guardado como símbolo de fé nas Forças Armadas e na libertação da Ucrânia dos ocupantes, e pode ser usado imediatamente após a desocupação”, sendo que, assim que o tráfego seja restabelecido, “os serviços ferroviários enviarão uma mensagem com a data e o local” para o endereço de e-mail especificado na compra.

O projeto ‘Tickets to Victory’ conta com o apoio da plataforma UNITED24, revertendo para a compra de transportes “que ajudarão a ligar cidades e vilas nos territórios desocupados às estações ferroviárias mais próximas”.

“Estamos muito felizes por lançar este projeto, sabendo que os bilhetes Kyiv — Kherson estarão disponíveis brevemente!”, disse ainda a nota.

Recorde-se que a cidade de Kherson foi reocupada pelas forças de Kyiv após a retirada russa, na sexta-feira, o que é considerado como uma das vitórias mais significativas para a Ucrânia, e uma humilhação para Moscovo.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.430 civis mortos e 9.865 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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