Ucrânia. Hungria pede manutenção do diálogo para evitar nova Guerra Fria

17/01/2023

Segundo o chefe da diplomacia húngara, que discursava no Fórum de Davos no painel “Desglobalização ou Reglobalização”, a luta entre os blocos geopolíticos e o conflito entre o Ocidente e o Oriente é “mau” para os países da Europa Central, havendo o risco de se criar uma situação “pior” do que a Guerra Fria.

“A dificuldade da cooperação Leste-Oeste é a pior notícia possível para a Europa Central, já que os Estados que estão entre os dois blocos geopolíticos são sempre os derrotados do confronto”, sustentou Szijjarto, que apelou ao “respeito mútuo nas relações internacionais” e deixar os canais de comunicação abertos porque, caso contrário, “perde-se a esperança na paz”.

O chefe da diplomacia húngara frisou que a globalização é utilizada pelas superpotências para divulgar as suas ideias e que os países que seguem outras políticas são “estigmatizados”.

Nesse sentido, e tendo como pano de fundo a invasão russa da Ucrânia, conflito iniciado a 24 de fevereiro de 2022, Szijjarto disse concordar com a afirmação de que o que pode vir no futuro próximo pode ser pior do que a Guerra Fria.

“Temos medo que chegue a era da confrontação global, baseada em blocos geográficos, em vez da cooperação global”, sublinhou.

Szijjarto pediu, por isso, a manutenção dos canais de diálogo com Moscovo, bem como o reconhecimento do papel importante da Rússia como fornecedora de energia aos países da Europa Central e Oriental.

A Hungria é o país da comunidade que mais depende das fontes de energia russas e o Governo de Viktor Orbán, o ultranacionalista húngaro, é considerado o melhor aliado de Moscovo na União Europeia (UE).

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