Ucrânia: Debate sobre adesão à UE "irá acontecer", mas há procedimentos

28/02/2022

Perante o apelo do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de ser aprovada imediatamente a adesão do país à UE, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, sublinhou, numa entrevista ao canal de televisão BFM.TV, que este é “um debate que irá acontecer”.

Michel referiu também ter a intenção de convidar o líder da Ucrânia a participar “de um modo regular” nas reuniões do Conselho Europeu, como já aconteceu este mês.

Charles Michel lembrou ainda que há um “forte” acordo de parceria entre a UE e a Ucrânia e que pode ainda ser reforçado.

O presidente do Conselho Europeu lembrou que Kiev tem que apresentar um pedido formal, pedido esse que a Comissão Europeia tem de analisar e emitir uma recomendação oficial, cabendo aos Estados-membros a decisão.

Por seu lado, o porta-voz da Comissão Europeia, Eric Mamer, salientou que “há um procedimento a respeitar”.

Zelensky reiterou hoje o pedido à UE para que aceite “sem demora” a adesão da Ucrânia, que luta há cinco dias contra uma invasão russa.

“Estamos a dirigir-nos à UE relativamente à integração da Ucrânia sem demora através de um novo procedimento especial”, disse Zelensky num discurso em vídeo, citado pela agência francesa AFP.

“Tenho a certeza de que é correto. Tenho a certeza de que é possível”, disse o Presidente da Ucrânia.

Zelensky já tinha pedido à UE a integração imediata da Ucrânia no sábado.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram civis, incluindo crianças, segundo Kiev.

A ONU deu conta de vários milhares de deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.


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