Texas. Mulher que matou grávida para lhe roubar bebé começa a ser julgada

13/09/2022

Publicidade

Uma mulher natural do estado norte-americano do Texas começou, na segunda-feira, a ser julgada após ser acusada de matar uma mulher grávida para lhe roubar o feto.

A arguida, Taylor Rene Parker, de 29 anos, declarou-se inocente do crime de rapto e homicídio de Reagan Michelle Simmons-Hancock, de 21 anos, e da sua filha, que morreu após ser retirada do ventre. 

Segundo a agência de notícias Associated Press, que cita as autoridades locais, a acusada esfaqueou a vítima mais de 100 vezes e esmagou-lhe o crânio com um martelo, antes de usar um bisturi para retirar o bebé ainda por nascer. O crime ocorreu a 9 de outubro de 2020, na casa da vítima, em New Boston, no Texas.

Publicidade

Durante a primeira audiência do julgamento, a procuradora Kelley Crisp afirmou que Taylor não agiu por querer ser mãe, mas por ter medo de perder o namorado. Segundo Crisp, a arguida fingiu estar grávida durante quase 10 meses, falsificou ecografias, realizou uma festa de revelação do sexo e publicou atualizações da suposta gravidez nas redes sociais, enquanto procurava uma possível vítima.

“Como é que chegámos aqui?”, questionou a procuradora ao júri. “Como é que chegámos até aqui? Ela é uma atriz, uma atriz do mais alto calibre. As mentiras e as fraudes não param; as camadas de fraude são espantosas. Vamos ter de compreender a fraude para compreender o que aconteceu no dia 9 de outubro. Isto começou meses e meses antes de passar o ponto de não retorno, e acabou em homicídio”, frisou.

Após cometer o crime, Taylor deixou a filha mais velha da vítima, de três anos, com a mãe a morrer em casa. Depois conduziu com a bebé no colo, até ser mandada parar por um polícia. A bebé ainda foi encaminhada para um hospital, mas acabou por morrer.

De acordo com testemunhas, a acusada – que não podia engravidar após uma histerectomia – tinha oferecido 100 mil dólares [valor semelhante em euros] por uma barriga de aluguer e terá dito ao namorado que teria um parto induzido no dia em que ocorreu o crime.

O advogado de defesa, Jeff Harrelson, pediu aos 12 jurados para que mantivessem uma “mente aberta” em relação ao caso. “É um caso complicado, factual e emocionalmente. A lei é a lente e o filtro através da qual se deve ver estes factos. Por vezes não é preto e branco, mas um tom de cinzento”, disse.

Se for condenada, Taylor poderá enfrentar a pena de morte ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Leia Também: Estados Unidos confirmam primeira morte por Monkeypox


Opnião dos Leitores

Leave a Reply

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *



Faixa Atual

Título

Artista