"Sou mesmo muito feliz a fazer música. Gostava de viajar mais longe"

07/03/2022

Natural do Porto, Inês Homem de Melo seguiu os passos da família e também se formou em medicina. No entanto, as artes nunca estiveram longe dos olhos e do coração, sendo a música a ‘sua própria terapia’.

Além da psiquiatria, Inês Homem de Melo também tem dados alguns passos na música e leva agora a sua voz ao Festival RTP da Canção 2022 com o sonho de seguir além fronteiras.

A sua música, ‘Fome de Viagem’, do compositor Pedro Marques, foi uma das mais de 600 canções que concorreram ao concurso da RTP1. Enquanto reesperava por uma decisão do júri, conta em entrevista ao Notícias ao Minuto, “passava os dias atenta ao telemóvel”, mesmo durante as consultas, coisa que nunca o tinha feito antes. Ao fim de seis dias, a ansiedade transformou-se em alegria quando recebeu de Pedro Marques a notícia de que o seu tema era dos quatro selecionados para as meias finais.

“Foi aí que começou essa euforia. O meu namorado pediu à avó para acender uma vela a um santo qualquer dos médicos. O meu namorado estava super confiante desde o princípio”, partilhou.

O desejo é o Festival Eurovisão da Canção, marcado para maio, em Turim, Itália, mas independentemente do desfecho desta história espera que este desafio, que já está a ser uma grande aventura, lhe abra novas portas no mundo da música para levar a emoção às pessoas.

“O tipo de música que faço, como é muito narrativo, são canções que contam histórias. O meu objetivo é suscitar emoções nas pessoas”, explicou ainda, referindo-se à sua pegada na ‘world music’.

Foi a primeira vez que concorreu a um programa/concurso de televisão?

Primeiríssima. Já muitas pessoas me tinham perguntado porque é que não ia ao ‘Ídolos’, ao ‘The Voice’, ou ao ‘Operação Triunfo’. Respondia sempre que não, que se algum dia fosse seria este, o ‘Festival da Canção’.

Já acompanha desde pequenina?

Por acaso não, não posso dizer que era uma ‘Eurofã’, como agora tenho conhecido imensos ‘Eurofã’, que são pessoas que sabem tudo, mesmo, sobre o festival. Há duas disciplinas dentro do ser ‘Eurofã’. Uma é o Festival da Canção e a outra é o Festival da Eurovisão. E eu estou-me a tornar nessa pessoa porque, desde soube que ia, comprei livros… Agora posso dizer que sim, que sou ‘Eurofã’. Não sabia nem um décimo das coisas que sei agora. E se fosse noutra vida professora de história, acho que usaria isto nas aulas porque o Festival da Canção acompanha muito a história do nosso país, e o Festival da Eurovisão a história do continente. Mesmo interessante! Até o ponto de vista dos conflitos entre os países, ou não, o das alianças, os movimentos sociais, todos os tipos musicais e não só. É muito giro! Não sou muito boa a história, mas isto fez-me estudar coisas sobre a Guerra Fria, por exemplo. Nunca pensei aprender tanto… É uma desculpa para a pessoa se informar.

Sabia umas coisas sobre o festival, sempre apreciei muito o facto de ser centrado no compositor e não no intérprete, apesar de eu ser intérprete. Achava isso muito bonito, de a canção estar em primeiro lugar e não a ‘carinha laroca’ do intérprete. É algo que os programas de cantores não têm. Na verdade, não se pode cantar originais na maior parte dos programas de cantores da televisão. Sempre tive muito respeito a isto. E eu sendo médica, achava deselegante ir a um concurso em que a maior parte das vezes o prémio é um curso de música… Então és médica ou és o quê?! Achava que não ficava bem.

Foi à ‘procura de coragem’ para arriscar na música, especialmente na ida ao programa?

Eu coragem sempre tive, mas queria este concurso. Este era aquele que sempre tinha idealizado e não penso tanto nele como um concurso. E desde que soube que ia, tenho recebido mensagens de amigos de infância que me dizem algo do género: ‘Bem dizias tu’. Nem me lembro de falar nisso em criança, mas pelos vistos falava, já dizia que um dia que fosse a um programa seria ao Festival da Canção.

Sempre vi a Eurovisão como uma coisa maravilhosa por ser um encontro de culturas

Onde quer levar os portugueses com a ‘Fome de Viagem’? Obviamente, seria ir à final… 

Gostava. Para mim era um sonho. Gosto mesmo de viajar e de conhecer outras culturas. Fascina-me, mesmo, a maneira de ser dos povos, as próprias línguas, coisas que não são propriamente as palavras, mas como é que as pessoas falam e se comportam. Sempre gostei imenso disso desde criança, tenho pais viciados em viagens que sempre nos estimularam muito. Se calhar, não nos deixavam comprar ‘gadgets’, mas se fosse para usar o dinheiro para ir fazer uma pequena viagem já deixavam, porque para eles isso é que são as verdadeiras experiências do crescimento. Portanto, acho que também por isso, sempre vi a Eurovisão como uma coisa maravilhosa por ser um encontro de culturas. Claro que adorava, para mim era mesmo honrar a minha criança interior eu conseguir ir à Eurovisão.

Já foi uma vitória para nós porque entramos pela vida dos pequeninos

E como descreve esta caminhada que ainda agora começou?

Já foi uma vitória para nós porque entramos pela vida dos pequeninos. Há os convites da RTP, que este ano foram um bocadinho menos que no ano passado – no ano passado foram 18 convites, este ano foram 16, em vez de serem duas candidaturas para os pequeninos, passaram a quatro.

Nós podemos ser várias personagens. Muito sofri na minha vida achando que tinha que escolher entre a música ou entre a medicina

Nunca é tarde para ‘mudar de personagem’?

Nunca é tarde e essa é uma luta interior que muitas pessoas têm, que é a de sermos só uma personagem. Nós podemos ser várias personagens. Muito sofri na minha vida achando que tinha que escolher entre a música ou entre a medicina. Até ao dia em que comecei a aceitar que não tinha mal. E muitas vezes faço as duas coisas juntas e faço atividades de música com os doentes. Tenho feito ao longo da minha vida profissional em vários ambientes, já fiz na prisão, no Conde Ferreira, no Magalhães Lemos, já fiz com doentes com demência, vários contextos.

Portanto, dá para ser as duas ao mesmo tempo, e na música também tenho muito psiquiatra quando estou a cantar. Gosto de músicas que sejam muito narrativas, que contem histórias de dores ou de alegrias, mas sempre coisas muito concretas, pessoas que imagino, que não são exatamente os meus doentes, mas são muito parecidos porque o ser humano tem filmes, as penas dos seres humanos são muito parecidas em todos nós. E saiu muito inspirada do trabalho para contar essas histórias, para prestar esse tributo às dores das pessoas que atendo.

E como conheceu o Pedro?

Foi o destino! A minha irmã foi aliciada por uma amiga para ir fazer treinos ao ar livre durante a pandemia com um personal trainer que junta pessoas aleatórias, e entre essas pessoas estava o Pedro. Nisto a minha mãe e o meu pai também se juntaram a esses treinos. Eu que na altura era sedentária, nunca quis ir. Eles falavam que havia lá um compositor que parecia ser um génio, devia ser a tentar aliciar-me a ir, mas não fui. Entretanto, a minha mãe quis oferecer à minha outra irmã que estava grávida – não a que andava nos treinos – uma prenda de boas-vindas ao primeiro neto. A minha mãe é muito criativa, é um monstro de criatividade, ela é médica mas escreve, pinta, faz esculturas… Ela escreveu um poema chamado ‘Vasquinho’, que é o nome do meu sobrinho, e encomendou ao Pedro uma canção com a letra dela e disse que seria eu a cantá-la. 

Conheci o Pedro no dia da gravação da dita música. Estava bastante expectante para o conhecer porque já tinha ouvido imensas coisas sobre ele. Quando o conheci, encontrei uma pessoa com quem me identifiquei muito na maneira de trabalhar. Foi super confortável para mim, gostei imenso de trabalhar com o Pedro, as dicas que me dava… Gostei muito da música, sobretudo, e tive aquela sensação de que era ele que ia escrever uma música para eu ir ao Festival da Canção. 

“Quando estou mais em baixo, por curtos períodos, sei que estou assim porque deixo de cantarolar”

Então foi nesse momento que decidiu participar no festival?

Foi! E como ele tem esta coisa de ser muito flexível, de escrever para vários contextos e acomodando exigências, achei que o Pedro seria essa pessoa para fazer como eu queria, porque tinha na cabeça uma coisa já bastante específica. Aquilo que queria era ser em várias línguas. Era uma das premissas obrigatórias. Porque sei falar várias línguas, tenho muito orgulho nisso, investi muito em aprender, não economicamente, mas emocionalmente. E queria isso, prestar essa homenagem ao esforço que tinha feito e à ideia que tinha de multiculturalidade da Eurovisão, e algumas experiências que tive na minha vida que me instigaram muito a apreciar as culturas – como o Erasmus, os meus avós foram emigrantes em França e em África… Para mim sempre foi muito habitual, a família estar aqui e ali, ouvir falar francês em casa… Queria muito que fosse assim, em várias línguas. 

A música é a sua terapia?

Isso é, mas há muito tempo. Identifico-me como cantora, como uma atividade séria que faço, canto ao vivo e profissionalmente. Já trabalhei em Lisboa numa casa de fados, visto essa pele de cantora, mas é essa pele que me faz estar bem enquanto psiquiatra e enquanto pessoa porque quando deixo de cantar, eu enlouqueço. Infelizmente já tive um período na minha vida em que não podia cantar porque tive nódulos nas cordas vocais, e tive de fazer terapia da fala, não conseguia cantar, e juro, estava a ficar completamente… não sei, não era eu, faltava-me qualquer coisa, não tinha escape para aquilo que sentia.

E quando estou mais em baixo, por curtos períodos, sei que estou assim porque deixo de cantarolar. Às vezes nem sei ainda que estou mal, mas alguma coisa já me diz… como se fosse um sintoma. Os doentes, às vezes, sabem, em cada caso, o que é que é para eles. Por exemplo, há pessoas que dizem que já sabem que estão porque começaram a querer estar em casa com as persianas para baixo, e isso já lhes diz que qualquer coisa não está bem. Ou o clássico que é o comer menos ou o dormir mais, querer ficar mais na cama… No meu caso é não cantar. 

Gosto de fazer as duas coisas. E sinto que a psiquiatria é uma fonte inesgotável de inspiração. Porque é um privilégio

O que a levou a seguir psiquiatria, apesar de ter estudado canto lírico e jazz?

Antes disso entrei para medicina, porque para ir para psiquiatria temos que ser médicos em primeiro. Sempre fiz música, andava num coro quando era criança e depois entrei para o conservatório no 12.º, ou seja, ainda ia a tempo de não ir para medicina. E na altura queria ser artista, atriz ou cantora. Mas a minha família tem muitos médicos, a minha mãe, o meu pai, as minhas irmãs, e os meus pais lá acharam que era mais seguro eu ter também um curso superior na área das ciências, que era aquilo que fazia no secundário – também porque a minha mãe conjugando as duas componentes, para ela não lhe chocava nada eu continuar a fazer tudo, uma coisa não tira a outra, e eu lá fui. Não posso dizer que sempre tivesse sido o sonho da minha existência ser médica, porque acho que não era, era só aquilo que eu sabia que havia. Não sabia o que era ser outra coisa. 

Um bocado por influência…?

Totalmente influenciada. Sabia o que era ser professora primária, que era a profissão das minhas avós, e do meu avô, mas de resto não sabia nada. Os amigos dos meus pais também estavam na área… Fui para medicina, mantive-me a estudar no conservatório durante o curso todo, penei muito. O curso de medicina desgraçou a minha alma. É muito difícil, é preciso estudar imenso, e tinha sempre que estudar isso e ainda o conservatório. Todas as épocas de exames eu dizia aos meus pais que tinha acabado, que não ia haver mais medicina. Mas lá continuava sempre, achava que não ia gostar nada de ser médica porque as matérias eram muito objetivas, não me chamavam muito a atenção. Gostava de saber como é que funcionava o corpo humano, mas não era a minha paixão. 

Até que tive a cadeira de psiquiatria e senti que aquela disciplina me tinha salvo a vida. Encontrei o meu lugar porque sentia que não tinha um lugar na medicina. Lembro-me de sentir uma espécie de euforia. Tive professores de psiquiatria muito carismáticos também, acho que isso ajudou, e percebi que era uma área que se preocupava mais com a parte humana, social, com muita fronteira com as ciências sociais. A nós, na psiquiatria, interessa-nos o que é ser emigrante, trabalhador do sexo, o que é ser pai, mãe, avô, o que é estar em luto, o que é ser pobre, ser rico, isso é muito mais social do que propriamente as moléculas. Interessa a todos médicos o todo, mas a nós é muito mais. E eu gosto dessa parte mais social, interessa-me muito a maneira de falar das pessoas, a nossa ferramenta de diagnostico é a fala, portanto, estou quase sempre a fazer entrevistas. Nós usamos mesmo esse termo, entrevistar o doente. 

Senti-me mesmo feliz por ter encontrado aquilo, mais a ligação com as artes, à grande subjetividade no sintoma de doença mental, há muitos artistas metidos ao barulho, os exemplos são inúmeros. Encontrei mesmo o meu lugar e a partir daí fiz o curso com muito mais tranquilidade, já sabia para o que é que queria ir e já deixei de sofrer, porque até lá…

Consegue ver-se na música longe da psiquiatria, ou já não se consegue separar das duas áreas? 

Acho que não consigo separar porque gosto de fazer as duas coisas. E sinto que a psiquiatria é uma fonte inesgotável de inspiração. Porque é um privilégio. As pessoas estão ali, dão-nos acesso ao seu mundo interno, contam-nos coisas do arco da velha, maravilhosas, super íntimas. Noutro dia, no podcast da Luísa Sobral, ‘O Avesso da Canção’, o Jorge Palma disse-lhe que o para se inspirar via documentários, e eu pensei, eu vejo documentários a toda a hora. Se uma prostituta eu fico a saber o que é ser prostituta. E isso equivale a 400 documentários sobre a prostituição, por exemplo. Ou um emigrante ilegal, um refugiado, é como tenha visto um documentário sobre… Com o sofrimento, porque as pessoas não veem ao psiquiatra no seu melhor dia.

Portanto, é sempre numa perspetiva de um ser humano sofredor, coisas muito delicadas, e a maior parte das canções é sobre isso que falo. É sobre essas coisas íntimas e sofridas, por isso, acho que neste momento não me imagino só uma coisa. Talvez um dia possa trabalhar menos na psiquiatria porque temos horários bastante pesados, e fazer mais música, isso até gostava.

Tem algum álbum seu?

Quando trabalhei em Lisboa fiquei numa casa chamada ‘O Povo’, que era tipo um restaurante com música ao vivo, eles estão de alguma forma associados ao Music Box, e faziam residências artísticas e gravavam discos às pessoas que lá cantavam. E estive lá durante quase quatro meses a cantar, quatro vezes por semana. No fim gravei um disco com eles, era tipo o culminar da residência artística.

Vivi em Lisboa dois anos e meio. Foi uma experiência determinante

Mas com originais?

São temas de fado, e o fado não é de ninguém, a maior parte dos fados são do cancioneiro fadístico. Muitas vezes os fadistas o que fazem é trocar a letra, e isso tem um aporte de originalidade, e tenho fados com letras originais, uma delas até da minha mãe, nesse disco. E depois gravei também algumas músicas que não são fado, mas que são tipo de músicas que gosto de cantar, que é world music, mas que também não são originais…

Nessa altura morava em Lisboa?

Vivi em Lisboa dois anos e meio. Comecei a trabalhar como médica em Lisboa. Queria muito experimentar viver na capital, não conhecia nada de Lisboa, só os típicos passeios ao Oceanário que fazemos com a escola. As minhas irmãs também já tinham feito uns anos em Lisboa como médicas, e eu fui, mais uma vez, atrás. Foi uma experiência determinante.

Os dois anos que passaram foram áureos para a saúde mental. Apesar desta vaga de otimismo em relação à desmistificação, muito mal estamos ainda no nosso país

Foi nesta altura que ficou mais decidida a apostar no mundo da música?

Foi bastante porque comecei a trabalhar como médica quase ao mesmo tempo que comecei a cantar neste sítio. E era profissionalmente, eu era paga para o fazer, dava direito a gravar um disco… Foi aí que deixei de sofrer do ‘tenho que escolher’, porque percebi que dava para fazer tudo. Parece que foi destino, que me meteu nas duas coisas ao mesmo tempo.

Falando agora mais da medicina… Sente que em Portugal a saúde mental ainda é um tabu ou já se começa a ver frutos no trabalho de desmistificação?

Os dois anos que passaram foram áureos para a saúde mental. Nunca se falou tanto, nunca ouve tantas figuras públicas a [partilhar os seus testemunhos]. Houve ‘coming outs’ de famosos e isso tem um valor inestimável para nós e para os doentes que têm as mesmas doenças que esses famosos. Foi um ano em grande.

Apesar desta vaga de otimismo em relação à desmistificação, muito mal estamos ainda no nosso país. Há muitos obstáculos a falar sobre saúde mental, há bastantes dificuldades no acesso aos cuidados, há zonas do país que estão extremamente carenciadas em cuidados. E temos todos muita esperança que estes novos fundos – supostamente haverá um grande investimento na rede nacional de cuidados de saúde mental –, as coisas melhorem bastante.

A pandemia pôs a nu uma série de insuficiências que havia no sistema, por um lado. E por outro, como a saúde mental ficou fragilizada de uma forma muito democrática, toda a gente ficou sensível a que a saúde mental existe

A pandemia também veio, de certa forma, dar mais força a que esse investimento fosse feito?

Sim! A pandemia pôs a nu uma série de insuficiências que havia no sistema, por um lado. E por outro, como a saúde mental ficou fragilizada de uma forma muito democrática, toda a gente ficou sensível a que a saúde mental existe. Portanto, foi mesmo um alinhamento de astros.

Fui super solicitada para falar em eventos para a população geral, para alunos Erasmus, escolas, eventos para médicos de família. Nunca senti tanta vontade das pessoas em ouvir profissionais da área, por exemplo.

Pegando de novo na letra da música com a qual está a concorrer ao festival, ‘porque eu só quero viajar’, qual a viagem que gostava de fazer neste mundo da música? 

Já está a ser uma viagem enorme. Este evento tem uma dimensão muitas centenas de vezes superior à dimensão a que estou habituada, que é em salas de espetáculos mas num circuito muito menor. E aqui é para milhares de pessoas, com necessidade de tomar uma série de decisões às quais eu não estou nada habituada, desde figurinos, encenação, cenários, luzes, câmaras, dança… Nunca tinha contactado com este mundo. Talvez seja um ‘teaser’ do que poderão ser outras aventuras no futuro. Estou a gostar da aventura.

Quais os sonhos?

Gostava muito de fazer música de uma forma mais séria. Já faço de forma séria, mas de chegar a mais pessoas. Sinto que tenho muitas coisas para dizer, para expressar musicalmente, dá-me muita alegria emocionar as pessoas com as minhas canções. E gostava de dar mais passos, que este festival abrisse portas nesse sentido. Sou mesmo muito feliz a fazer música e a emocionar as pessoas. O tipo de música que faço, como é muito narrativo, são canções que contam histórias. O meu objetivo é suscitar emoções nas pessoas. Gostava de viajar mais longe.


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