Plural+Udifar atingiu volume de negócios superior a 320 milhões em 2021

15/02/2022

“Obviamente que [aquele exercício] resultou de uma operação que foi concretizada no início de 2021, com a aquisição de alguns ativos e da área da distribuição grossista da Udifar, que era também uma cooperativa e estava sediada em Lisboa”, disse à agência Lusa o presidente do conselho de administração, Miguel Silvestre.

O administrador acrescentou que, em 2019, a distribuidora farmacêutica registou uma faturação de 235 milhões de euros e, em 2020, atingiu os 301 milhões de euros.

“Historicamente, no setor da distribuição e das farmácias, a Udifar era um nome relevante, com peso e história, e isso fez, obviamente, que tivéssemos, no ano de 2021, tido um crescimento”, sustentou o responsável, salientando que a partir de 2021 a cooperativa passou a designar-se Plural+Udifar.

A cooperativa de distribuição farmacêutica de Coimbra é o terceiro operador do setor de serviço por grosso de medicamentos do mercado nacional, que é liderado por duas multinacionais, e a primeira de capital 100% português a operar no país, com 1.400 farmácias associadas.

“Temos duas empresas que ocupam uma posição dianteira, que são multinacionais e estão basicamente no mundo inteiro, e nós somos a terceira empresa e a primeira de capital 100% português a operar em Portugal, independentemente de ser cooperativa ou privada”, sublinhou Miguel Silvestre.

A Plural+Udifar tem como grande objetivo, de acordo com o seu presidente, “atingir uma expressão nacional e ter presença em todos os distritos do país”, com cobertura de todo o território, o que em grande parte já conseguiu.

“Já temos uma operação na Região Autónoma da Madeira. Portanto, o único local onde não temos efetivamente operação física é na Região Autónoma dos Açores”, frisou Miguel Silvestre, referindo que o arquipélago açoriano tem “uma dificuldade acrescida devido à sua diversidade”.

Segundo Miguel Silvestre, a distribuidora farmacêutica está a analisar a sua instalação nos Açores, que, a acontecer, será para “acrescentar valor localmente”.

“Pois se for para arranjar um problema para nós e para quem esteja não faz sentido irmos para lá”.

A missão da Plural+Udifar era ter cobertura nacional e atividade em todos os distritos, não ainda no mesmo nível de penetração, e ser a primeira empresa de capital português na área da distribuição por grosso, o que foi conquistado em 2021.

“Queremos continuar a consolidar essa posição, mas não a conseguiremos consolidar se internamente não continuarmos a ser inovadores e a ter um trabalho de qualidade, que seja reconhecido pelos nossos clientes e associados”, sublinhou o presidente da cooperativa.

Miguel Silvestre pretende que “as farmácias reconheçam a Plural como uma empresa que não faz só a distribuição, mas também que acrescenta valor ao seu dia-a-dia e disponibiliza um conjunto de serviços capazes de a diferenciar perante terceiros”.

Nos últimos cinco anos, a empresa sediada em Coimbra investiu cerca de 30 milhões de euros na aquisição e requalificação das atuais instalações, em funcionamento desde 2017, que foram a antiga fábrica de cerveja Topázio, e na automação do todo o armazém.

“No ano de 2020 começámos neste processo de aquisição de outros ativos e de outro armazém e da marca Udifar, que estava em Lisboa. No cômputo geral, estes investimentos globais e na área das soluções tecnológicas andam muito próximos dos 30 milhões de euros nos últimos cinco anos”, adiantou.

O presidente do conselho de administração salientou que a cooperativa foi “sempre crescendo e investindo, porque é um setor onde o investimento não é só em instalações, mas também em equipamentos de automação, onde o investimento precisa de ser recorrente, nomeadamente na área tecnológica, devido às grandes alterações naquilo que são os modelos de organização e de interação com os clientes”.

“Hoje, somos talvez dos setores mais tecnológicos e costumo dizer que muitos portugueses viram o primeiro computador numa farmácia, quando no final da década de 1980 se começaram a informatizar aqueles espaços”, enfatizou.

Sobre os dois anos de pandemia que assolaram o país e o mundo, Miguel Silvestre disse que, em termos de volume de negócios, o mercado manteve-se estável, num setor “que foi muito resiliente em que não houve uma notícia sobre problemas no acesso a medicamentos”.

“O setor no seu todo, desde a indústria à distribuição e as próprias farmácias, com as adaptações necessárias, dificuldades e limitações, conseguiu ser responsável e que todos os interlocutores arranjassem mecanismos de garantir o funcionamento, assistência e medicamento a toda a população, sem ruturas, sem pânico e dando um grande contributo para outras áreas que habitualmente não estavam nas nossas funções”, sublinhou.

A Plural resultou da agregação da cooperativa Farbeira, criada em 1974, com as cooperativas Cofarbe e Farcentro, também da região Centro, em 2006, tendo a mudança para a atual designação ocorrido em 2008.

Com uma frota de 80 viaturas afetas à distribuição, a Plural+Udifar emprega atualmente 325 pessoas, funcionando através das plataformas logísticas instaladas em Coimbra, Covilhã, Maia, Cacém e Faro.


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