PGR ucraniana ‘chama’ líder do Grupo Wagner para inquérito

03/02/2023

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ucraniana apresentou queixas contra o líder do Grupo Wagner, de acordo com um comunicado publicado na sua página da internet, e citado pela imprensa ucraniana.

De acordo com as publicações locais, Yevgeny Prigozhin foi acusado de participar na invasão da integridade e inviolabilidade da Ucrânia, assim como de fazer parte da agressão contra no país.

Ainda segundo a nota publicada no site da PGR, na secção de informações especiais pré-julgamento, o responsável pelo grupo de mercenários, e apontado à sucessão do presidente russo, Vladimir Putin, foi convocado para um interrogatório, marcado para os dias 13, 14 e 15 de fevereiro.

A já figura controversa tem tido nos últimos meses algumas trocas de palavras mais “acesas” em nome do grupo com o Ministério da Defesa da Rússia. A situação, foi, entretanto, esclarecida pelo Kremlin, que garantiu que não havia problemas entre as duas partes envolvidas na invasão da Ucrânia.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, o procurador-geral de Justiça da Ucrânia, Andriy Kostin, defendeu que “chegou o momento de acabar com os atos sangrentos dos russos, que agem ao serviço de um grupo com o nome de um compositor famoso [o alemão Richard Wagner]”, referindo que Prigozhin “recrutou e treinou subordinados para usar no conflito da Ucrânia”.

“Tudo isto aconteceu com o total apoio do atual regime russo”, afirmou, lembrando que o chefe do Grupo Wagner “admite abertamente o seu papel na guerra da Ucrânia e, com a autorização do Kremlin [presidência russa], resolve questões de [falta de] pessoal através do recrutamento de dezenas de milhares de reclusos”.

Kostin lamentou que Prighozin “tenha sido condenado por roubo na Rússia e seja hoje um herói” e parte da “elite criminosa de um regime terrorista”.

“Os outros ‘wagnerianos’ também não se esquivarão das suas responsabilidades, incluindo os que fugiram do país”, garantiu o procurador, acrescentando que estão a ser interrogados dois destes combatentes em países da União Europeia.

“Estou convencido de que, juntamente com os parceiros internacionais, garantiremos a responsabilização cabal de todos os criminosos que vieram para a nossa terra com armas nas mãos, assim como os seus patrões, que fazem negócios com sangue. O martelo da Justiça será sempre mais forte que o martelo da anarquia”, concluiu.

Esta sexta-feira realiza-se a cimeira entre a Ucrânia e a União Europeia (UE), durante a qual deverão ser discutidos, essencialmente, dois tópicos: a adesão da Ucrânia ao bloco comunitário e o apoio financeiro e militar ao país.

A Ucrânia quer aderir à UE (é um país candidato desde o ano passado) até 2026, mas os líderes europeus deverão sinalizar que é impossível cumprir esse prazo. No entanto, é também expectável que a UE dê sinais claros quanto à intenção de integrar Kiev, através da inclusão no Mercado Interno da UE e nos países livres de ‘roaming’ nas telecomunicações.

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