Operação da Europol. Cerca de 40 pessoas detidas em seis países europeus

15/02/2022

Trinta detenções foram realizadas na Bélgica e “cerca de dez” noutros países, segundo um comunicado do Ministério Público Federal belga.

Um total de 49 buscas foram realizadas na Bélgica e “cerca de 60” outras na Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e Croácia, de acordo com a mesma fonte.

A rede criminosa visada pelas autoridades é particularmente ativa no tráfico de cocaína da América do Sul.

O grupo criminoso é integrado por traficantes da Europa Oriental estabelecidos na região de Bruxelas, bem como “nacionais do sul da Europa, pertencentes ao meio mafioso” na província de Limbourg, no norte da Bélgica, na fronteira com os Países Baixos.

A investigação na Bélgica começou no final de 2020. Durante uma busca na região de Bruxelas, a polícia belga descobriu “uma grande quantidade de acetona, vários quilos de ‘cannabis’, bem como roupas contrafeitas da polícia” sublinhou o comunicado.

As autoridades judiciárias belgas tomaram então conhecimento de que esta rede de traficantes já era alvo de uma investigação em Espanha, o que levou à partilha de informações entre os dois países no âmbito de uma equipa de investigação conjunta.

Em 2021, acrescentou a nota do Ministério Público Federal belga, “o arquivo foi enriquecido por dados descodificados do aplicativo Sky ECC” e “foram identificados contactos em vários países da América do Sul (Brasil, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai)”.

Para o transporte de drogas na Europa, além dos navios porta-contentores que passavam pelos portos de Antuérpia, Roterdão, Le Havre e Hamburgo, “foram utilizados vários meios: automóveis, empresa de transporte, aviões de carga ou jatos particulares”, segundo o comunicado.

Esse caso ilustra a “agilidade das organizações criminosas” que “não são mais exclusivamente familiares ou de clãs”, mas operam como “empresas conjuntas (…), no modelo das companhias comerciais clássicas”, referiu a nota.

Quase 90 toneladas de cocaína foram apreendidas em 2021 no porto de Antuérpia, um novo recorde, segundo as autoridades. A Bélgica tornou-se a principal porta de entrada para a Europa para este tipo de droga.

No início do mês, um dos mais altos magistrados belgas, Ignacio de la Serna, alertou que os recursos da polícia judiciária federal não lhe permitiam mais lidar com a criminalidade associada ao tráfico.

Segundo o magistrado, a descodificação de dados do aplicativo Sky ECC já levou a “mais de 600 detenções em 41 operações desde fevereiro de 2021”.

“A carga de trabalho é tão pesada que não conseguimos acompanhar”, declarou De la Serna, que preside o Colégio de Procuradores-Gerais, ao jornal Le Soir.


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