ONU vai controlar a partir da Colômbia operações antidrogas e crime

08/02/2022

O UNODC irá intervir, além da Colômbia, na Argentina, Chile, Bolívia, Equador e Uruguai.

“A criação de um gabinete regional vai permitir-nos ter uma abordagem mais efetiva nas nossas operações e comunicações”, disse o diretor regional do UNODC, o egípcio Ghada Waly, numa cerimónia conjunta com o Presidente da Colômbia, Iván Duque.

O escritório do UNODC, que trata do narcotráfico e do tráfico de pessoas, entre outros, vai liderar as operações na Colômbia e também vai supervisionar as dos outros cinco países.

Em conjunto com Iván Duque e a vice-Presidente, Marta Lucía Ramírez, o diretor regional do UNODC lançou a nova estratégia para a América Latina e Caraíbas, entre 2022 e 2025, baseada no combate à corrupção, crimes económicos e crime organizado transnacional, bem como o reforço da prevenção do crime e da justiça criminal, e o problema mundial das drogas.

De acordo com Ghada Waly, essa visão propõe uma abordagem regional reforçada, mas flexível, que fortaleça múltiplas colaborações e alianças com os países e incentive a colaboração e as iniciativas a nível nacional.

“Acreditamos firmemente que esta nova visão levará a nossa cooperação a outro nível”, disse, especificando que a nova estratégia é promover a justiça para ajudar a alcançar maior igualdades e prosperidade.

Por seu lado, Iván Duque sublinhou que na luta contra as drogas e outros crimes transnacionais “é fundamental a colaboração e coordenação internacional”.

“A colaboração em tempo real sobre estes assuntos é urgente. Foi feito um progresso significativo, mas é claramente muito mais necessário para partir a cadeia de lavagem de dinheiro provenientes desses crimes”, manifestou.

De acordo com os últimos dados do UNODC, do Relatório Mundial sobre Drogas de 2021, a produção de cocaína duplicou entre 2014 e 2019, e estima-se que tenha atingido um recorde de 1.784 toneladas.

No entanto, os cultivos de coca tiveram uma queda de 5% em 2019, com 234,2 mil hectares semeados, principalmente devido à queda nas culturas na Colômbia (de 9%), o país com a maior plantação de folha de coca, à frente do Peru e da Bolívia.

Em 2019, a Colômbia cultivou dois terços do total mundial, enquanto o Peru produziu cerca de um quarto e a Bolívia 11%.


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