Omicron “2” circula em Portugal.

26/01/2022

Detetada em dezembro na África do Sul, uma segunda linhagem da variante Omicron ganhou terreno nas últimas semanas e na Dinamarca representa agora metade dos novos casos no país. Em Portugal parece ter estabilizado, mas já pode representar mais de 10% dos casos. Não há sinais de que seja mais severa, mas pode prolongar vaga. 

Com a epidemia de covid-19 em fase crescente em Portugal, sinais de que uma segunda sub-linhagem da variante Omicron, detetada em dezembro na África do Sul mas que na altura não se espalhou da mesma forma, parece conseguir sobrepor-se à que se tornou dominante no final do ano passado estão agora a ser investigados.

Não há indícios de que represente maior severidade, mas uma das hipóteses colocada é se poderá causar reinfeções mesmo em quem teve covid-19 há pouco tempo com a variante BA.1 da Omicron em circulação, a que tem dominado a circulação de vírus nas últimas semanas na maioria dos países, incluindo em Portugal.

O cenário foi referido esta terça-feira pelo ministro da Saúde francês Olivier Véran, com base no que tem sido reportado na Dinamarca, onde esta variante representa agora 50% dos novos casos de covid-19 diagnosticados no país. A confirmar-se e a ser algo significativo, poderia prolongar a atual vaga de infeções.

Na Dinamarca, o Statens Serum Institute, que chamou a atenção na semana passada para o facto de esta variante representar já metade dos novos casos de covid-19 no país, explicou na altura que na realidade a BA.2 tem tantas diferenças genéticas da BA.1 como as que havia entre a variante original de covid-19 que se espalhou em março de 2020 e a Alpha, que viria a sobrepor-se em todo o globo a partir do Natal do primeiro ano da pandemia. Ainda assim, foi classificada como uma sub-linhagem da Omicron e o último país a colocá-la sob investigação foi o Reino Unido, já esta semana, depois de terem sido confirmados geneticamente cerca de 400 casos no país.

Na Dinamarca, o país que parece ir mais à frente na disseminação desta Omicron “2”, o facto de parecer ter capacidade de sobrepor à anterior e de prolongar a atual vaga de infeções que vive também no país com recordes de casos positivos diariamente não fez no entanto aumentar o alerta quanto a possível agravamento epidemiológico.

Ontem, ao final do dia, a imprensa dava conta de que o comité que faz o aconselhamento de epidemias no país terá recomendado ao Governo remover restrições a partir do final deste mês de janeiro. As autoridades de saúde dinamarquesas mudaram de resto já esta segunda-feira as regras de isolamento em caso de teste positivo, reduzindo-o para quatro dias caso a pessoa não tenham sintomas ao fim desse período. Contactos, mesmo alguém que viva com uma pessoa infetada, deixaram de ter de fazer isolamento profilático, devendo fazer um teste rápido de antigénio ao fim de três dias.


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