OIM resgata 50 migrantes da África Ocidental no deserto a norte do Níger

13/09/2022

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“A maioria (dos migrantes) vinha da Líbia. Alguns estavam a caminho da Líbia, mas não tinham mais meios para continuar a viagem, e pediram o nosso apoio para voltar”, disse o responsável de Informação do escritório da OIM em Niamey, Aïssatou Sy, citado pela agência France-Presse.

Os 50 migrantes – 10 crianças, três mulheres e 37 homens “vulneráveis ??e angustiados” – ficaram “encalhados” em Dirkou, após uma perigosa jornada migratória pelo deserto do Níger, informou a OIM em comunicado.

Entre estes encontravam-se 49 cidadãos nigerianos e um camaronês, que foram transportados por um voo humanitário da ONU para Agadez, a grande cidade no norte do Níger onde a OIM tem um grande centro de receção de migrantes, sublinhou a agência.

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Dirkou, localizada na região de Agadez, é um ponto de passagem essencial para o contrabando de migrantes e uma das últimas paragens antes da entrada na vizinha Líbia, geralmente com o objetivo de chegar à Europa.

Operações de resgate de migrantes são frequentes no hostil deserto do Saara, especialmente dos que vão em direção à Líbia.

Muitos migrantes da África Ocidental encontram-se geralmente em Agadez, onde existem redes de contrabando.

Segundo as autoridades da cidade, é comum que veículos que transportam migrantes avariem no deserto, ou que contrabandistas se percam ou abandonem os seus passageiros por medo de postos de controlo ou patrulhas militares e alguns migrantes morrem de desidratação.

No final de junho, 10 imigrantes ilegais foram encontrados mortos, segundo o exército do Níger, que descobriu os corpos enterrados em covas perto de Dirkou.

A fim de desencorajar os contrabandistas, Niamey, no entanto, votou em 2015 uma lei que torna o contrabando de migrantes um crime punível com penas de até 30 anos de prisão.

Mas, apesar da medida, os migrantes tomam “rotas novas e mais perigosas” para entrar na Líbia, segundo uma fonte de segurança.

“O fluxo de imigrantes ilegais que passa por aqui parece ter diminuído, mas de forma alguma secou”, disse recentemente um ex-contrabandista baseado em Agadez.

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