Nove mortos e 50 hospitalizados após consumirem droga adulterada

02/02/2022

Em declarações ao canal de notícias TN, o procurador-geral do departamento de San Martin de Buenos Aires, Marcelo Lapargo, disse que até agora há nove mortes confirmadas, embora “possa ser que sejam doze”, conforme divulgaram alguns órgãos de comunicação locais.

“É um acontecimento muito sério para a saúde pública (…). Não sabemos hoje o que está adulterado. Isto é absolutamente excecional, não temos precedentes, o que nos leva a crer que alguém tenha incluído [a outra substância] intencionalmente. Não é um erro no processamento do material, ou não parece ser”, disse Lapargo.

A polícia de Buenos Aires acionou uma operação ao meio-dia na zona de Tres de Febrero, no noroeste da capital, para encontrar os responsáveis pela comercialização desta substância.

De acordo com fontes policiais citadas pelos meios de comunicação locais, um dos intoxicados admitiu ter comprado a droga nas proximidades da “Puerta 8”, uma favela localizada em Tres de Febrero, onde os agentes de segurança já estão a trabalhar para a retirar de circulação.

Do mesmo local, o ministro provincial da Segurança, Sergio Berni, assegurou que estas mortes se devem a um processo de “estiramento” da cocaína, que consiste em adicionar outras substâncias, como o amido, para alargar os seus efeitos narcóticos, embora não excluam a possibilidade de se tratar de outro tipo de droga.

“É possível que a análise mostre que não é cocaína, mas sim pó de talco com algum anestésico para gerar a falsa sensação de que se está drogado”, disse Berni ao canal TN, acrescentando que os peritos já estão a analisar as amostras de droga para clarificar a sua composição.

O chefe de segurança de Buenos Aires advertiu que os mortos sofreram uma paragem cardíaca e respiratória “extremamente violenta”, pelo que a substância em questão será um “repressor do sistema nervoso central”.

Até ao momento, a polícia provincial de Buenos Aires prendeu nove pessoas na “Puerta 8”, todas elas alegadamente ligadas à venda da droga.

Enquanto as autoridades fazem progressos na identificação da substância e na sua confiscação, o procurador Lapargo apelou às pessoas para não a consumirem se estiverem na posse da mesma.


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