MNE britânico garante segurança dos adeptos LGBTQ+, mas pede "respeito"

14/11/2022

O governo britânico voltou a pedir contenção aos adeptos LGBTQ+ que viajem para o Mundial no Qatar, perante as políticas homofóbicas do país que acolhe a maior competição desportiva do mundo. Num comité parlamentar, o ministro dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly, prometeu que é o seu “trabalho garantir que as pessoas que visitem fiquem seguras”.

O ministro já tinha sido alvo de fortes críticas em outubro, quando disse que a comunidade LGBTQ+ tem de “respeitar a cultura da nação anfitriã” do Mundial.

Á medida que a competição se tem aproximado, o forte conservadorismo de género que vigora no Qatar tem sido ainda mais criticado por governos, organizações e pela comunidade internacional em geral. A lei qatari proíbe a homossexualidade, e as autoridades do país já avisaram que vão impedir quaisquer manifestações que demonstrem a opressão que sofre a comunidade LGBTQ+.

O governo do Qatar tem mantido uma retórica de acolher todos os adeptos de futebol, mas as autoridades civis têm feito questão de avisar que demonstrações públicas de afeto por parte da comunidade homossexual serão punidas.

Apesar dos vários pedidos de boicote perante as práticas homofóbicas do país, a FIFA e vários governos têm defendido que a comunidade deve respeitar a lei qatari.

Cleverly garantiu, citado pelo The Guardian numa comissão de negócios estrangeiros, que o governo “promove sempre não só a tolerância, mas também o acolhimento genuíno da diversidade”, mas deve ser “predefinido” a viajantes britânicos que é fundamental “respeitar as leis dos países anfitriães”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros foi também questionado pela sua própria presença da competição, deixando bem claro que tenciona comparecer. “Eu visitei o Qatar nas vésperas do Mundial, quando chegar ao Mundial, vou falar com as autoridades de segurança para garantir quaisquer fãs britânicos estejam seguros”, prometeu.

Na mesma comissão, os deputados do Partido Trabalhista apontaram para as práticas agressivas do Qatar, e o deputado Chris Bryant, que é assumidamente homossexual, alertou para a detenção pela polícia qatari de homens homossexuais, apenas devido à sua orientação sexual.

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