Marrocos detém 5 alegados ‘lobos solitários’ do grupo Estado Islâmico

16/03/2022

As detenções decorreram simultaneamente em vários locais: Kenitra, a norte de Rabat; Larache, entre Kenitra e Tânger; Tarudant, no sul do país, perto de Agadir; Souihla, perto de Marraquexe, e Souk El Sabt e Ouled El Nama, na região de Beni Mellal, no centro de Marrocos, avançou o Gabinete Central de Investigações Judiciais, órgão antiterrorista marroquino, em comunicado.

De acordo com a mesma fonte, os detidos têm entre 21 e 44 anos e são suspeitos de participar no planeamento e preparação de “projetos subversivos, no âmbito das chamadas operações terroristas individuais”.

Os ‘lobos solitários” são indivíduos que atuam sozinhos, mas têm efetivamente um vínculo com a filosofia ‘jihadista’ e, neste caso, com o Estado Islâmico.

Nas buscas feitas às casas dos suspeitos, os agentes apreenderam facas e equipamentos eletrónicos, que serão analisados para revelar os seus conteúdos, além de manuscritos a exaltar o Estado Islâmico, incluindo um com um inventário de materiais e preparativos para fazer explosivos.

Os documentos também elogiam os métodos de assassinato e mutilação de cadáveres realizados pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI), ao mesmo tempo que declaram infiéis os membros da sociedade e os representantes de autoridades públicas e consideram lícito o dinheiro arrecadado para atividades terroristas.

Segundo o comunicado, as apreensões permitem concluir que os detidos já tinham detalhado os seus objetivos terroristas individuais, usando as técnicas dos ‘lobos solitários’ do EI.

Entre os alvos planeados, contava-se o ataque a quartéis militares e de segurança e instalações governamentais, mas também o assassinato de membros das forças públicas marroquinas e representantes do Governo.

Os alegados terroristas também visavam atacar entidades bancárias para garantir apoio financeiro à sua causa, refere o gabinete antiterrorista, que não adianta, no entanto, quantas detenções foram feitas, mas diz que os detidos estão sob custódia do Ministério Público especializado, que irá agora tentar descobrir se os suspeitos tinham ligações com células ‘jihadistas’ dentro ou fora de Marrocos.


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