Guerra? "O mundo ainda não apreendeu as lições de Nuremberga"

16/01/2023

Ben Ferencz, o último procurador vivo dos Julgamentos de Nuremberga, o processo que julgou os quadros nazis depois da derrota da Alemanha na II Guerra Mundial, considerou que a guerra na Ucrânia e o aumento de casos antissemitas mostram que “o mundo ainda não aprendeu as lições de Nuremberga”.

Em entrevista à estação norte-americana NBC News, o homem, que aos 27 anos condenou 22 altos dignitários do regime nazi pelo assassinato de mais de um milhão de judeus, contou que visitou vários campos de concentração, alguns deles horas após a sua libertação.

O objetivo era recolher o maior número de provas contra os nazis, mas deparou-se com inúmeras pessoas em condições desumanas. “Eu sabia que o que estava a ver era horror”, recordou. 

Agora, 75 anos após o julgamento dos Einsatzgruppen, uma unidade especial criada em 1938 para perseguir e executar os opositores do regime nazi, o antigo procurador, atualmente com 102 anos, avisou que “o mundo ainda não aprendeu as lições de Nuremberga”, com a invasão russa da Ucrânia e o aumento de incidentes antissemitas. 

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de sete mil civis morreram e mais de 11 mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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