Grupo Wagner e ministro da Defesa de costas voltadas? Peskov responde

16/01/2023

O porta-voz do Kremlin negou, esta segunda-feira, que haja problemas entre o grupo paramilitar Wagner e o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu.

Este conflito existe principalmente no espaço da informação”, considerou Dmitry Peskov em conferência de imprensa.

De acordo com o responsável, os rumores de que estes dois intervenientes – importantes – na guerra na Ucrânia estavam de costas voltadas são “produto de informação manipulada”. “Todos estão a trabalhar por uma causa. Todos estão a lutar pela sua terra”, afirmou Peskov.

O porta-voz do governo russo acrescentou que o país valoriza ambos os intervenientes – os militares russos e os mercenários do grupo paramilitar -, e reconheceu a importância de ambos na conquista de território no âmbito desta guerra.

Os rumores de que nem tudo estavam em concordância surgiram há já alguns meses, tendo mesmo o líder do Grupo Wagner – apontado por alguns especialistas como o sucessor de Vladimir Putin na presidência do país – dito, nos últimos dias, que as forças na Rússia estão a tentar “menosprezar os méritos” dos mercenários, por não terem mencionado o seu contributo para a alegada captura da vila ucraniana de Soledar.

Yevgeny Prigozhin e o Ministério da Defesa russo estão desalinhados desde que o líder do Grupo Wagner criticou a estratégia da campanha militar russa na Ucrânia e a liderança responsável pela sua organização, incluindo o novo chefe das Forças Armadas da Rússia na Ucrânia, Valeri Gerasimov. 

Em comunicado, a tutela da Defesa emitiu um comunicado no qual reconhecia “as ações corajosas dos voluntários do Grupo Wagner, que permitiram a [alegada] conquista da dita cidade”.

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