EUA. Congressistas querem subordinar ajuda ao Egito aos direitos humanos

15/09/2022

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A carta é encabeçada pelo democrata Gregory Meeks, presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes e por outros seis congressistas do mesmo partido.

Este grupo reconhece o “importante papel” que o Egito tem desempenhado no Médio Oriente e a relação histórica com os Estados Unidos, mas manifesta preocupação com as “violações sistemáticas dos direitos humanos” naquele país, que para os congressistas “ameaça desestabilizá-lo”.

O texto menciona as “dezenas de milhares” de egípcios, incluindo jornalistas, opositores políticos ou defensores dos direitos humanos, que estão presos por acusações políticas e, em muitos casos, são submetidos a “maus-tratos e tortura”.

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Também enfatiza que o país detém norte-americanos com residência permanente no país ou parentes de norte-americanos por acusações políticas, em alguns casos também sem assistência médica adequada ou representação legal independente.

Os congressistas instam o Departamento de Estado a verificar se o país tomou medidas efetivas para aplicar os critérios exigidos por lei, antes de dar a sua aprovação aos 300 milhões de euros em ajuda militar.

Os norte-americanos defendem a implementação de reformas que protejam a liberdade de expressão, responsabilização pela aplicação da lei, ou a investigação de execuções extrajudiciais.

Os congressistas solicitaram ainda que estes direitos sejam defendidos na relação bilateral com o Egito, numa altura em que o governo liderado por Joe Biden procura priorizar os direitos humanos “na sequência da infeliz renúncia aos princípios democráticos pelo governo de [Donald] Trump”.

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