Estreia ‘calamitosa’ e onda de lesões ‘afundaram’ Portugal, em 2014

15/11/2022

Na sexta presença na prova, e quarta consecutiva, a formação das ‘quinas’, comandada por Paulo Bento, chegou a solo ‘canarinho’ com ‘mil e uma expectativas’, mas nem os mínimos cumpriu, a exemplo do que tinha sucedido em 1986 e 2002.

Se não era previsível que ficasse à frente dos alemães, que acabaram por conquistar o ‘tetra’, num percurso que incluiu um 7-1 ao Brasil nas ‘meias’, Portugal ‘teria’ de se superiorizar, pelo menos, a Estados Unidos e Gana.

A formação das ‘quinas’ começou, porém, muito mal, ao sofrer uma goleada por 4-0 face à Alemanha, e nunca se recompôs, tendo sido feliz no empate (2-2) face aos Estados Unidos, antes de uma inconsequente vitória face ao Gana (2-1).

Numa fase final em que tudo correu mal, Cristiano Ronaldo, Bola de Ouro em título, voltou a ser a grande desilusão, ao ficar-se novamente por um golo, como em 2006 e 2010.

Pepe, então companheiro de equipa de Ronaldo no Real Madrid campeão da Europa (2013/14), também teve nota muito negativa, já que, num dos muitos episódios do seu feitio irascível, viu um vermelho direto no jogo inaugural.

E, de facto, a seleção lusa começou a ‘desmoronar-se’ a abrir, num jogo com a Alemanha que foi uma verdadeiro descalabro, pela goleada, a expulsão de Pepe e as lesões de Fábio Coentrão, Rui Patrício e Hugo Almeida.

Thomas Müller, com um ‘hat-trick’, foi o principal ‘carrasco’ da equipa lusa, que nunca tinha sofrido uma goleada em Mundiais, ostentando apenas dois desaires por mais do que um golo, ambos por 3-1, com Marrocos (1986) e Alemanha (2006).

Portugal já chegou a meio com o jogo perdido, face a três golos sofridos e ao vermelho direto de Pepe, que, sem explicação, foi encostar a cabeça a Müller, ‘obrigando’ o árbitro a expulsá-lo.

A seleção lusa perdeu o jogo e também Rui Patrício, Pepe, Fábio Coentrão e Hugo Almeida para o segundo embate, com os Estados Unidos, em que começou, praticamente, a ganhar, com um golo feliz de Nani, aos cinco minutos.

Já após nova lesão, de Hélder Postiga, a formação das ‘quinas’ permitiu, porém, a reviravolta, selada por Jermaine Jones (64 minutos) e Clint Dempsey (81).

A formação das ‘quinas’ estava, virtualmente, eliminada e só não ficou mesmo fora à segunda jornada porque, aos 90+5 minutos, um ‘milagroso’ golo do suplente Silvestre Varela, servido por Ronaldo, permitiu a Portugal restabelecer a igualdade (2-2).

Mesmo com o empate, o ‘onze’ de Paulo Bento ficou muito longe dos ‘oitavos’, pois necessitava, na última ronda, de vencer o Gana, esperar que os Estados Unidos perdessem com a Alemanha e recuperar ainda cinco golos de atraso neste ‘processo’.

Como era previsível, os alemães venceram os norte-americanos, mas apenas pela margem mínima, a exemplo do que sucedeu a Portugal, face ao Gana, num embate em que nem aproveitou o autogolo de John Boye, aos 31 minutos.

Os ganeses empataram aos 57 minutos, por Asamoah Gyan, com Portugal a chegar ao 2-1 final já aos 80, por Cristiano Ronaldo, que, depois de muito falhar, lá ‘picou o ponto’, para o seu 50.º tento como internacional ‘AA’. Não serviu para nada.

Na fase de qualificação, Portugal não conseguiu superar a Rússia no Grupo F e caiu para o ‘play-off’, no qual Ronaldo venceu, a solo, o duelo com Zlatan Ibrahimovic e a Suécia, com um golo na Luz (1-0) e três, com grande exibição, em Solna (3-2).


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