Espanha recomenda "seriamente" aos espanhóis para que deixem o país

12/02/2022

O Ministério das Relações Exteriores recomenda aos espanhóis para que não realizem deslocações à Ucrânia e para que considerem a possibilidade de sair temporariamente deste país “pelos meios comerciais disponíveis, enquanto persistirem as atuais circunstâncias”.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, telefonou hoje ao rei Felipe VI para o informar destas novas recomendações adotadas no âmbito do encontro de embaixadores da União Europeia realizada em Kiev.

Pedro Sánchez informou também o líder do PP, Pablo Casado, e os parceiros de coligação do Governo.

No mesmo sentido, o presidente do Governo mantém comunicação constante com o Rei, enquanto o ministro das Relações Exteriores informará os porta-vozes dos grupos parlamentares.

Por seu lado, Pedro Casado reiterou o apoio do Partido Popular “para que o Governo cumpra as responsabilidades de Espanha no quadro da NATO e da UE”, afirmou na sua conta da rede social Twitter depois de falar com Sánchez .

A recomendação de Espanha surge um um dia depois de vários países e organizações internacionais aconselharam os seus cidadãos e funcionários não essenciais das embaixadas a saírem da Ucrânia.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev ordenou hoje a retirada do seu pessoal não essencial, depois de Washington ter alertado para a iminência de uma ofensiva russa contra a Ucrânia.

Face ao agravamento da tensão, os presidentes norte-americano, Joe Biden, e francês, Emmanuel Macron, anunciaram que vão falar hoje, em contactos separados, com o Presidente russo, Vladimir Putin.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, também anunciou que vai falar hoje com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

A Ucrânia e os seus aliados ocidentais acusam a Rússia de ter concentrado dezenas de milhares de tropas na fronteira ucraniana para invadir novamente o país, depois de lhe ter anexado a península da Crimeia em 2014.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança, incluindo garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).


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