Descontentamento pela pandemia pode aumentar tensões sociais

10/03/2022

“O impacto nos direitos humanos da distribuição desigual das vacinas é grave. Os mais afetados são aqueles que sofrem discriminação sistemática”, afirmou Michelle Bachelet, durante uma intervenção no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça.

Nesse sentido, A Alta-Comissária da ONU, citada pela agência Efe, classificou como “imoral e injusta” a desigualdade que existe no acesso às vacinas nos países em vias de desenvolvimento, nos quais cerca de 86% da população continua sem receber a primeira dose da vacina contra a covid-19, enquanto nos países mais desenvolvidos a taxa de não vacinados é apenas de 30%.

“Os nacionalismos das vacinas privam as pessoas do direito inalienável de desenvolvimento, aumentam a pobreza e intensificam o fosso entre países ricos e pobres”, sublinhou, alertando para os perigos do surgimento de variantes mais perigosas do vírus.

Face a esta situação, Michelle Bachelet defendeu a necessidade “passar das palavras aos atos” e pediu uma resposta global para acelerar os esforços e apoiar o programa de distribuição das doses COVAX, com o intuito de assegurar uma distribuição “urgente e efetiva”.

A covid-19 provocou pelo menos 6.011.769 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.


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