Ciberataque a sites estatais e de bancos foi maior da história da Ucrânia

16/02/2022

“Ontem, 15 de fevereiro, ocorreu o maior ataque na história da Ucrânia contra sites estatais e o setor bancário”, disse o vice-primeiro-ministro e ministro da Transformação Digital, Mikhail Fyodorov, citado pela agência noticiosa UNIAN.

Este foi um ataque preparado antecipadamente e que custou “milhões de dólares”, disse o ministro, sublinhando que “o objetivo era desestabilizar e desencadear o pânico”.

O chefe do departamento de cibersegurança do Conselho de Segurança da Ucrânia (SBU), Ilya Vityuk, disse que é muito cedo para visar um responsável direto, mas notou que o elevado custo de tal operação exclui a possibilidade de um ‘hacker’ solitário ou de um pequeno grupo.

Segundo o subdiretor do Serviço Estatal de Comunicações e Proteção de Informação, Viktor Zhora, “a situação está totalmente controlada” e “não houve perdas, quebras ou roubos”, embora “o ataque continue”.

As autoridades ucranianas anunciaram na terça-feira que um ataque informático estava a afetar os sites oficiais do Ministério da Defesa e das Forças Armadas da Ucrânia, assim como as atividades ‘online’ dos bancos Privatbank e Ochtchbank.

O centro governamental para as comunicações estratégicas e a segurança da informação apontou o dedo ao “agressor”, sem referir explicitamente a Rússia, num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook.

A Rússia negou hoje qualquer implicação nestes ataques informáticos.

“A Rússia não está relacionada com qualquer ciberataque”, disse aos jornalistas o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitry Peskov.

“Era previsível que a Ucrânia continuasse a acusar a Rússia de tudo”, afirmou ainda o porta-voz, numa altura em que o clima de tensão entre os dois países se tem intensificado.

Em janeiro, a Ucrânia já tinha sido alvo de um grande ciberataque contra vários sites governamentais.

As autoridades alegaram então ter provas do envolvimento da Rússia.

Este novo incidente surge numa altura em que intensas ações diplomáticas e a ameaça de sanções levaram a Rússia, suspeita de preparar uma invasão da Ucrânia, a anunciar a retirada de algumas das suas unidades militares concentradas nas fronteiras deste país.


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