Cerâmica em Vagos abre nova unidade fabril e prevê empregar 150 pessoas

17/02/2022

Pouco afetada pelos efeitos da crise provocada pela Covid-19, a empresa sentiu um “pequeno impacto inicial”, mas seguida de uma retoma “em força”, disse à agência Lusa a diretora administrativa e financeira, Helena Ferreira.

“Estes dois anos acabaram por se traduzir em anos muito bons. De facto, aumentámos significativamente a produção, as vendas e o número de trabalhadores”, sublinhou.

Fundada em 1998, a Grestel emprega atualmente 860 trabalhadores e exporta 95% da sua produção para mais de 60 países, no entanto, a responsável diz ter notado um aumento da procura no mercado nacional.

No ano de 2021, a empresa teve 35,5 milhões euros de vendas consolidadas e, para dar resposta ao número de encomendas, necessitava de aumentar a sua produção, daí a criação de uma nova unidade fabril, dedicada à produção de eco-grés.

“Para este ano de 2022 temos o ano preenchido em termos de encomendas. Já não temos [mais] capacidade de produção, daí termos pensado na nova unidade”, sustentou.

A Grestel tem algumas marcas nomeadamente a Costa Nova e a Casa Fina e conta neste momento com três unidades fabris, com uma produção de cerca de 43 mil peças por dia.

A nova unidade, que deverá criar 150 postos de trabalho numa fase inicial, localizada na zona industrial da Mota, em Ílhavo (concelho vizinho de Vagos, igualmente no distrito de Aveiro), deverá ficar concluída em setembro, para iniciar os primeiros testes em outubro e começar a produção efetiva em dezembro.

Atualmente, a empresa está em fase de recrutamento e formação de pessoas para a nova fábrica.

“Pretendemos vir a ter naquela unidade capacidade para produzir a médio prazo 30 mil peças e numa fase inicial na ordem das 15 a 20 mil peças por dia”, adiantou.

A empresa revela ainda grande preocupação ambiental já que, neste caso, a nova unidade vai aproveitar resíduos da Grestel, dedicando assim a sua produção a partir da pasta produzida através de materiais reciclados.

“Equacionamos um processo que permitisse aproveitar os subprodutos do processo existente”, a partir dos quais foi criada a pasta que é a pasta eco-grés, revelou Helena Ferreira.

“Este é um produto que já existe, já foi testado e está a funcionar na unidade 1, mas como é de muito pequena capacidade, tivemos que equacionar uma nova fábrica”, acrescentou.

A diretora administrativa e financeira deu ainda nota de que dada à dificuldade na contratação de trabalhadores, outro dos investimentos da empresa está relacionado com a criação de alojamento para imigrantes.

“Estamos a equacionar, nós próprios, fazermos investimento em alguns imóveis”, próximos da fábrica, que “possamos transformar em habitação para os imigrantes”, concluiu.


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