Bares e discotecas do Porto congratulam-se com fim da exigência de teste

17/02/2022

“Isto para nós é um alívio, queremos é que estas medidas entrem em vigor o mais rápido possível”, afirmou o presidente da Associação de Bares da Movida do Porto, Miguel Camões, em declarações à Lusa.

A ministra do Estado e Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou hoje, em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, que a entrada nos bares e discotecas deixa de estar condicionada à apresentação de teste negativo à covid-19.

Numa primeira reação a este anúncio, visto com “bastante satisfação” pelo setor, Miguel Camões salientou que desde que o Governo impôs medidas restritivas à atividade noturna, sobretudo a obrigatoriedade de teste negativo no acesso a estabelecimentos, o setor registou uma quebra “enorme” de afluência, que o levantamento desta medida vai permitir minorar.

“Desde dezembro, a recuperação foi muito lenta e em alguns casos os estabelecimentos nem abriram. Portanto isto para nós é muito importante porque nos vai permitir ter mais afluência nos nossos espaços e de alguma forma reforçar a nossa tesouraria, que é o nosso principal objetivo”, afirmou.

Ao final de dois anos de pandemia e de restrições e constrangimentos à atividade económica do setor, continuou, as empresas encontram-se “completamente debilitadas do ponto de vista económico”, necessitando de recompor “rapidamente a sua tesouraria para puder fazer face a obrigações financeiras, como o pagamento das moratórias bancárias ou das rendas.

Também para o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto, António Fonseca, o anúncio feito hoje pelo Governo representa uma “excelente” notícia para o setor, que foi muito afetado pela pandemia de covid-19.

“É uma excelente notícia, desejada há muito tempo”, afirmou.

Para aquele responsável, numa altura em que se regista um maior fluxo nos estabelecimento e um aumento do turismo, o anúncio do levantamento destas restrições augura novas perspetivas para o setor que ainda assim, alerta, precisa de outros apoios.

“É uma excelente notícia e é bem-vinda, só falta para melhorar isto saber quando é que vamos ter o chamado apoio a fundo perdido. É importante, porque as rendas têm de ser pagas, as que estão para trás e as que estão para a frente”, disse.

Considerando a medida importante para a retoma do setor, António Fonseca deixa, contudo, um apelo aos empresários para que mantenha algumas das regras implementadas durante estes dois anos de pandemia.

“Todo o setor fica satisfeito. Contudo, a Associação como teve sempre uma ação pedagógica no terreno, pede para que os seus empresários, sobretudo da animação noturna, não abandonem os cuidados que sempre tiveram no período pandémico”, rematou.

Os bares e discotecas reabriram em 14 de janeiro, após encerramento de três semanas no âmbito das medidas de contenção da pandemia, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

Para entrar nos bares e discotecas, os clientes tinham de apresentar um teste negativo à covid-19, com exceção de quem demonstrasse ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço contra a doença ou de quem tivesse um certificado de recuperação.

Eram válidos testes PCR feitos há menos de 72 horas, rápido com menos de 48 horas ou autoteste feito à entrada.

Os bares e discotecas tinham reaberto em outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados, sendo que entre outubro e dezembro, para entrar nestes espaços, era necessário apresentar teste negativo antigénio ou PCR ou certificado de recuperação da covid-19, mesmo no caso de pessoas vacinadas.


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