American Express suspende operações na Rússia

06/03/2022

“Perante o ataque contínuo e injustificado da Rússia ao povo da Ucrânia, a American Express suspende todas as operações na Rússia”, disse a empresa, num comunicado.

Como no caso das outras duas empresas de transações financeiras, a AMEX esclarece que os seus cartões “emitidos em todo o mundo deixam de funcionar nos comerciantes ou nas caixas automáticas na Rússia, enquanto os cartões emitidos localmente por bancos russos deixam de funcionar no estrangeiro”.

Desta forma, os cartões emitidos fora da Rússia não podem ser usados para fazer compras ou retirar dinheiro dentro do país, mas os cidadãos com cartões emitidos no país poderão fazer compras na Rússia, embora as suas transações sejam feitas através de outras redes.

“Fomos forçados a agir, após a invasão não provocada da Ucrânia pela Rússia e perante os eventos inaceitáveis a que assistimos”, tinha explicado, no sábado, o presidente e CEO da Visa, Al Kelly.

A decisão das três plataformas financeiras acontece uma semana depois de os Estados Unidos e a União Europeia (UE), juntamente com outros parceiros ocidentais, terem concordado em remover alguns bancos russos do sistema internacional Swift – o sistema de transações que é a base do sistema financeiro global – usado por 11.000 bancos em 200 países ou territórios para fazer transferências.

As três empresas já tinham anunciado, na semana passada, o bloqueio de instituições financeiras russas sancionadas pelas autoridades norte-americanas, em retaliação pela invasão russa.

O Banco Central da Rússia disse no sábado que todos os cartões Visa e Mastercard emitidos por bancos russos continuarão a funcionar normalmente no território russo, até à data de vencimento.

Contudo, a instituição recomendou que os russos que viajam para o estrangeiro levem dinheiro ou o cartão bancário russo Mir para os poucos países ou territórios onde este é aceite.

O maior banco russo, o Sberbank, anunciou hoje que está a trabalhar na emissão de cartões bancários da rede chinesa UnionPay, para responder às medidas sancionatórias do Ocidente.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.


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