Açores. Alterações climáticas e eficiência energética geram preocupação

03/02/2022

Em declarações aos jornalistas após uma reunião com o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, na sede da Presidência, em Ponta Delgada, Paulo Barcelos avançou que o encontro serviu para expressar as “preocupações” das ONGA da região para o próximo Programa Operacional 2030.

“As nossas preocupações são várias, a começar pelas questões das alterações climáticas e da eficiência energética, nomeadamente em termos de como é que a região vai continuar a produzir eletricidade daqui para o futuro”, salientou.

Paulo Barcelos considerou “importante” a região desenvolver um plano para reduzir o consumo de combustíveis fósseis.

“Quando falamos da eficiência energética, não é só eficiência em termos de iluminação e de gastos e de equipamentos, mas também em termos de como é que se produz eletricidade. É um bocado nessa perspetiva de reduzir ao mínimo o consumo de combustíveis fósseis”, afirmou.

O presidente da associação Os Montanheiros defendeu que a “gestão ambiental” deve ser “direcionada para a população”, para “fazer chegar os valores ambientais” às escolas e a todos os cidadãos.

Paulo Barcelos advogou ainda que é necessário “conservar a natureza” através da “instalação de comunidades naturais estáveis”.

“Não só preservar o que temos, mas recuperar zonas degradadas. Toda esta parte de recuperação de zonas degradadas, através da instalação de comunidades naturais estáveis que permite obviamente a ajudar a retirar da atmosfera alguns elementos que potenciem o efeito de estufa”, afirmou.

O presidente do Governo dos Açores está a receber, durante esta semana, os parceiros sociais e os partidos políticos no âmbito do Programa Operacional Açores 2030.

O Programa Operacional dos Açores 2030 integra o Portugal 2030, cujas prioridades assentam em oito eixos, cada um deles com os seus objetivos estratégicos: inovação e conhecimento; qualificação, formação e emprego; sustentabilidade demográfica; energia e alterações climáticas; economia do mar; competitividade e coesão dos territórios do litoral e do interior e agricultura e florestas.


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